Aquilo que sentíamos nem sempre era explicável, descritível. Ficou sempre tanto por dizer, tanto por amar, tanto por partilhar. O tempo nunca chegava, era curto demais, desvanecia entre nós sem darmos conta, tudo correu sem nós querermos isso. "Respira comigo, anda comigo, está comigo, vive comigo, casa comigo, sê feliz comigo e ficaremos juntos eternamente..."
E quando o momento acaba, sentimos o baque forte no coração, aquele baque horrível que ambos conhecemos, aquele baque que persistia enquanto não nos víamos, aquele baque que nos magoava...
E ficou sempre tanto por dizer...e há momentos na nossa vida, que o que mais nos motiva a viver, é pensarmos que uma coisa é certa: não voltaremos a sofrer o que já sofremos. Mas é nesses momentos que, instintivamente acontece algo que por mais que nós tentámos fazê-lo desaparecer, permanece.
E quando o momento acaba, sentimos o baque forte no coração, aquele baque horrível que ambos conhecemos, aquele baque que persistia enquanto não nos víamos, aquele baque que nos magoava...
E ficou sempre tanto por dizer...e há momentos na nossa vida, que o que mais nos motiva a viver, é pensarmos que uma coisa é certa: não voltaremos a sofrer o que já sofremos. Mas é nesses momentos que, instintivamente acontece algo que por mais que nós tentámos fazê-lo desaparecer, permanece.
Quando mais penso que finalmente atingi a maturidade ideal para afastar as memórias, mais coisas acontecem que me fazem ver, que não é uma questão de maturidade. Ou quantas mais vezes defino auto-regras a mim mesma, de forma a evitar recitar sentimentos passados, mais me convenço que o que não quero sentir é de facto o que alimenta a minha existência, e que apenas a minha força prende o passado para deixar viver o presente.
Mas é quando esse passado se solta, raramente, e tende a encher-me de ansiedade e vontade de voltar ao que era, de voltar a sentir o bom disso e quando me faz arrepiar com desejos impossíveis que eu percebo quem sou. Que eu percebo quem era e em quem me tornei com o sofrimento, é daí que tiro todas as lições de vida, e esclareço todas as dúvidas e porquês existentes. É nesses momentos que eu deixo de acreditar nesta dor constante, e passo a viver um dia do que realmente me dá vontade de viver, que sonho com o que realmente quero sonhar e sorrio com o verdadeiro sorriso. Às vezes, paro de andar, só para ouvir os teus passos na minha cabeça, ouço músicas, só porque sei que tu também ouviste um dia, olho para coisas que sei que estiveram na tua mão ou coisas que te pertenciam, falo como se falasse contigo, só para ter a certeza que não te esqueci completamente, com medo de alguma vez te poder apagar de todo, escrevo sobre ti, para me recordar quando o fazia para te fazer sorrir, sem que desta vez chegue até ti, leio cartas e vejo fotografias que um dia nos uniam, e que agora só servem para me unir a pesadelos que construo sozinha, fico parada para me lembrar das tuas expressões, do teus riso, das tuas birras, cheiro o ar, com a esperança de que desta vez encontre nele o teu cheiro, e me apodere dele novamente, só para me certificar de que ainda existes, imagino as nossas promessas tornadas realidade, só para saber que foi único e que provavelmente nada me fará prometer novamente isso a ninguém, porque no final, as promessas tinham o teu nome, e não o nome de quem as quisesse cumprir. Por mais que saiba que és real, que posso pegar no telemóvel e ligar-te, ou mandar-te mensagem, apenas tenho coragem para procurar o teu contacto na lista, e sair. Ou escrever uma mensagem para depois apagar. Apenas tenho coragem para sorrir quando vejo fotografias, ou abraçar tudo que me faça lembrar de ti. O pior destas boas recordações, é que são maus momentos.Depois de tudo o que nos aconteceu acho que nem coragem tenho de pedir de voltar a a tua amizade, e depois de nos entregarmos novamente a estes pensamentos, depois de nos deixarmos levar por eles como se fossemos crianças, e por mais que a cabeça proíba, o coração autoriza, isto tudo traz saudade, traz recordações . A parte mais dificil é a que temos de voltar a realidade, empurrar para dentro da enorme ferida aberta no coração. Temos que voltar ao mundo real, ao verdadeiro e ao presente, temos que nos voltar a mentalizar que o que procurávamos, já encontramos e deixamos para trás, e que aquilo que devemos procurar agora é algo mais forte, que nos dê a força de tapar a ferida. Tapa-la, porque cura-la é algo que o próprio sonho não consegue fantasiar a esse ponto. Uma ferida aberta no coração, é uma dor infinita que apenas pode ser diminuída. Quando nos prendemos demasiado a uma coisa, sem conseguir ver o que está por detrás desta, estamos a permitir que deixemos de ser nós, para deixar alguém fazer parte de nós, e quando essa pessoa se vai, não tira tudo o que um dia encheu dentro de nós.
miss you dtrv
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